Rosilene Santos Faria nasceu em Divinópolis em 1969. Com uma infância sofrida e uma história de superação, jamais perdeu a fé.
Quando tinha cinco anos, a mãe de Rosilene morreu deixando quatro filhos que foram separados. Ela foi a que mais sofreu, pois a cada mês estava morando com alguém. O pai trabalhava fora em uma carvoaria em troca de comida e moradia. Via ele poucas vezes quando estava na cidade e vivia em situação de andarilho. “Quando tinha 15 anos, vi ele no Porto Velho, pedi benção e ele me ignorou. Chorei muito”, recorda. Durante nove anos, cuidou do pai à morte.
Dos três irmãos, apenas um está vivo. Uma era epilética, tinha o sonho de ter um filho e morreu ao dar à luz. Outra morreu de parada cardíaca. Nos tempos de escola, escrevia com carvão no papel de pão. Aos 13 anos, teve seu primeiro par de chinelos.
Aos 15 anos, casou para sair da casa dos parentes. Em 2025, Rosilene completa 40 anos de casada, com quatro filhos e cinco netos. Um filho teve problema nos rins e a família teve de pedir ajuda para fazer a biópsia. Atualmente ele é dependente de remédios e não necessita de hemodiálise.
Desde 1994 tem carteira fichada e já trabalhou em vários locais, como no hospital Santa Mônica e na Distribuidora Amaral/Farmax. Atualmente trabalha como gari, varrendo ruas do centro de Divinópolis.
Nas horas vagas Rosilene gosta de fazer tapetes e fotografar o pôr do sol e flores caindo.
FÉ E VIDA
Em meio a tudo o que passou, nunca perdeu a fé. “Deus é tudo. Sem Ele, a esperança não vive. Sou temente a Deus, ao Espírito Santo e à Nossa Senhora Aparecida. Rezo o tempo todo”, conta.
A esperança move a vida de Rosilene. “Hoje tem que dar valor a cada minuto. A vida é um sopro de vela. Meu pai dizia que da vida não leva nada. Deixamos apenas lembranças boas. Temos que viver da melhor forma possível e lutar pela família”, finaliza.
Texto do jornalista Mateus Teixeira